Jornalista Joaquim Furtado nas celebrações do 25 de Abril

“Voz” da revolução e autor da série televisiva “A Guerra” juntou-se ao médico Adão Cruz e à Presidente de Assembleia Municipal numa sessão no Museu da Chapelaria.

A gravação do primeiro comunicado das forças armadas no dia 25 de Abril de 1974 foi ouvida na abertura da sessão intitulada “O papel do Exército na conquista da Liberdade o o fim da Guerra Colonial”. O jovem jornalista do Rádio Clube Português que então leu essas palavras encontrava-se entre os convidados da Presidente da Assembleia Municipal de S. João da Madeira para essa iniciativa, que decorreu neste sábado, no auditório do Museu da Chapelaria.

Joaquim Furtado falou ao público presente sobre a forma como viveu esse momento, quando 7 militares entraram nas instalações da estação de rádio, gerando inquietação, quando corria a informação de que poderia estar a avançar uma ação conotada com a extrema-direita.

Mas a boa notícia não tardou, quando um elemento do exército explicou que se tratava de “um movimento militar para derrubar o regime, fazer eleições, libertar os presos políticos, acabar com a PIDE e acabar com a Guerra Colonial”.

Estava dado o mote para abordar outro dos temas que trouxeram Joaquim Furtado a S. João da Madeira: a Guerra Colonial Um conflito armado a que o 25 de Abril de 1974 pôs fim, mas que esteve muito tempo - antes e depois da Revolução - envolvido por um manto de silêncio. Razão esta que levou Joaquim Furtado a realizar a premiada série documental televisiva “A Guerra”.

Se o jornalista falou sobre o tema na perspectiva de quem o investigou, coube ao médico Adão Cruz abordar a questão com à visão de quem viveu a guerra no terreno, mais concretamente na Guiné, enriquecendo dessa forma um debate de grande interesse, inserido nas comemorações do 25 de Abril em S. João da Madeira.

Este programa prossegue neste domingo, 28 de Abril, pelas 15h00, com a inauguração de mural artístico e de viatura chaimite na Praça do Poder Local, em Fundo de Vila.
 

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