Taça de Portugal de Boccia Sénior em S. João da Madeira

Taça de Portugal de Boccia Sénior realizou-se, mais uma vez, em S. João da Madeira. A equipa de Boccia da Associação para o Desenvolvimento de Rebordosa sagrou-se vencedora, mas os participantes garantem que “perder ou ganhar é desporto”.

O Pavilhão das Travessas de S. João da Madeira acolheu no dia 3 de julho a Taça de Portugal de Boccia Sénior. O evento marca o final da época da modalidade, refletindo o percurso quer das equipas, quer dos jogadores que participaram em torneios individuais até aí, como explicou Luís Ferreira, responsável da secção de desporto adaptado da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC). Esta entidade, em colaboração com a Câmara Municipal de S. João da Madeira, organiza o evento, no qual participaram, este ano, 64 equipas.

O primeiro lugar foi conseguido pela equipa de Boccia da Associação para o Desenvolvimento de Rebordosa, seguida pelo grupo da Câmara Municipal do Porto, que levou a taça correspondente ao segundo lugar. Em terceiro ficou a equipa sénior da associação Lousada Século XXI. A equipa É Bom Viver, de S. João da Madeira, também marcou presença no evento, não tendo, contudo, ficado apurada para a final.

Desporto pelo convívio

Os torneios de Boccia são acontecimentos que, segundo Luís Ferreira, movem muitas pessoas. O responsável da secção de desporto adaptado da APPC conta que, geralmente, no final dos jogos, vencedores e vencidos se mostram satisfeitos por terem participado. Os relatos dos participantes confirmam que o convívio que o desporto proporciona é um dos motivos pelo qual o praticam, apesar de as vitórias serem sempre bem-vindas.

Maria da Conceição, 68 anos, festejava a vitória após o término de um dos jogos. “Eu acho que as pessoas se juntam a este desporto pelo convívio, mas a ambição de ganhar também é importante. Quando perco não fico muito triste, mas ganhar é uma satisfação muito grande”, esclarece a novata, que, apesar de jogar apenas há um ano, conta já com algumas vitórias. Já Maria Emília, 75 anos, da equipa de Paredes, considera que o desporto ajuda a “aliviar o stress”, acrescentando que, enquanto está a jogar, esquece as dores e os problemas característicos da idade, concentrando-se apenas no jogo.

Na prova, os Sanjoanenses foram representados pela associação É Bom Viver, que, apesar de não ter sido apurada, permaneceu no local até ao final da competição. Álvaro Valente, um dos membros da equipa, explica as regras do jogo, no qual, desta vez, teve o papel de árbitro. Aos 75 anos, o ex-trabalhador da Oliva conta já com dez anos de experiência no Boccia, que decidiu praticar como complemento à natação. O septuagenário considera importante manter-se ativo com o avanço da idade, para além de gostar do convívio que o desporto lhe permite.

Presidente congratula participantes

O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Oliveira Figueiredo, e a vereadora Dilma Nantes marcaram presença na final do evento, onde foram calorosamente recebidos pelos presentes. No discurso de entrega dos troféus, o autarca congratulou os vencedores, nos quais incluiu não só os primeiros lugares, mas também as restantes equipas, mostrando-se bastante surpreendido pela precisão e estratégia com que o desporto é praticado.

O autarca relembrou a importância da prática do Boccia como forma de exercício físico e mental e, acima de tudo, a confraternização que o desporto permite. No final, Ricardo Figueiredo deixou aos participantes um convite para que regressem à cidade, terminando o seu discurso com a mensagem: “façam o favor de ser felizes”.

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