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Conde António Dias Garcia (1859-1940)Emigrou para o Brasil em busca de fortuna, adquirindo lá, pelo seu esforço, uma posição de destaque, estudando e amealhando algum dinheiro com que, mais tarde, se tornou sócio de uma casa de ferragens no Rio de Janeiro, a qual veio a comprar e a pôr o seu nome.
Pelas suas virtudes de trabalho, crença e benemerências e pelo seu porte distinto, conquistou um lugar próprio na sociedade, tornando-se credor de todos os apreços e venerações da parte das autoridades e dos mais necessitados.
A lista das suas benemerências é longa, indo desde as casas de caridade às casas de instrução que subsidiou no Brasil e em S. João da Madeira, desde o alimento do corpo ao alimento do espírito. A ele se devem inúmeras acções de generosidade moral e material que lhe granjearam títulos honoríficos, como o de Conde, concedido em 1928 por sua Santidade Pio IX e por intermédio do Cardeal Arcoverde do Rio de Janeiro, e o grau de Comendador da Ordem e Instrução e Benemerência, concedido pelo governo português e proposto pelo ministro da Instrução Nacional.
Em S. João da Madeira deixa o palacete que manda construir para seus filhos, promove a construção de diversos equipamentos, como o Parque da Nossa Senhora dos Milagres inaugurado em 1934, o monumento aos Mortos da Grande Guerra, a Capela de Santo António, cantinas, escolas e a creche do seu nome, concedendo ainda o terreno para o campo de jogos da ADS.
A Comissão Concelhia da Câmara Municipal concedeu-lhe em vida as insígnias de S. João da Madeira e, em 1939, foi solenemente inaugurada a sua estátua, na praça do seu nome.
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